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Como investir em Certificados do Tesouro Poupança Crescimento

  • Foto do escritor: Primo,
    Primo,
  • 6 de jun. de 2020
  • 3 min de leitura

Atualizado: 7 de jun. de 2020

Será que os Certificados do Tesouro Poupança Crescimento são uma boa opção como fundo de emergência? Vamos perceber o que são, como investir, quais os riscos associados, e a respectiva rentabilidade.



O Certificados do Tesouro Poupança Crescimento são produtos de dívida pública que podem ser subscritos nos Correios. Têm a segurança do Estado mas atenção que no primeiro ano não podem ser resgatados.


A poupança é a restrição do consumo presente visando a um aumento do consumo futuro..”


O que são?


Os Certificados do Tesouro Poupança Crescimento (CTPC) são um produto de taxa crescente, à semelhança de muitos depósitos bancários, e com um prazo máximo de 7 anos.


Os CTPC são bastante diferentes dos Certificados do Tesouro que estiveram disponíveis entre 2010 e 2012. Esses permitiam aos pequenos aforradores usufruir das taxas de juro de longo prazo da dívida pública (rentabilidade das Obrigações do Tesouro) e tinham um prazo de 10 anos, sendo interessantes para prazos superiores a 5 anos.


Os Certificados do Tesouro Poupança Crescimento, pelo contrário, não estão indexados ao rendimento da dívida de longo prazo e têm taxas fixas. Além da taxa fixa, a partir do segundo ano, pode ainda acrescer um prémio em função do crescimento do PIB.


Como posso subscrever?


Para subscrever precisas de abrir uma conta Aforro nos CTT. Portanto se já tiveres conta na Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, podes fazer isto online. 

Os documentos que precisas são: 

  • Preencher o devido formulário para o efeito;

  • Apresentar os documentos de identificação e cartão de contribuinte;

  • Comprovativo de IBAN, que indique o teu nome como titular da conta;

  • Comprovativo de morada (carta da luz, água, etc);

  • Comprovativo da situação profissional (como um recibo de vencimento, ou cartão profissional, declaração da entidade paternal, etc.);

  • E dinheiro (ou dinheiro vivo, multibanco ou cheque).


Eu espero que estejas a tomar notas! Sabias que quando escreves o teu cérebro tende a absorver mais 15% de informação do que quando lês apenas? Então papel e caneta. Neste blog vais sair fino daqui!



Liquidez


No primeiro ano o montante aplicado não pode resgatado. Depois do primeiro ano, podes efectuar os resgates quando quiseres, no entanto, tens de assumir que irás perder os juros decorridos do último ano vencido até à data do resgate.

Só podem ser subscritos por particulares e são transmissíveis por morte do titular.



Riscos


Todo e qualquer investimento que faças tem o seu risco associado. Mas quando se fala dos certificados de Aforro e do Tesouro poupança Crescimento esse risco é quase nulo. Primeiro, temos como garantia do reembolso total do capital investido. E depois, tem a protecção do estado, pois como são produtos da divida do estado só mesmo em caso de falência do estado é que não recebes o teu dinheiro.


Podemos assumir que tem um risco praticamente nulo. Não é nulo! Mas é praticamente, o que nos dá outra segurança.



Rendimento


Com este produto recebes juros com uma taxa anual fixa, mais um prémio de remuneração a partir do 2.º ano.

Os juros são: 

Taxa anual Bruta Taxa anual Liquida 1.º ano: 0,75% 0.54% 2.º ano: 0,75% 0.54% 3.º ano: 1,05% 0.76% 4.º ano: 1,35% 0.97% 5.º ano: 1,65% 1.19% 6.º ano: 1,95% 1.40% 7.º ano: 2,25% 1.62%



Se levantares a tua poupança apenas ao fim dos 7 anos, a taxa de juro média será de 1,38%.

Sobre o prémio, este é pago apenas a partir do segundo ano, como referi, e corresponde a 40% do crescimento médio real do PIB (Produto Interno Bruto) português nos 4 trimestres conhecidos no mês anterior à data de pagamento dos juros. Portanto o prémio apenas é dado quando o crescimento médio real do PIB for positivo e fica limitado a um máximo de 1,2% em cada ano. Ao contrário dos certificados de aforro, não há capitalização de juros. 



Custos


Este tipo de aplicação não tem quaisquer custos, pois não existem comissões de subscrição ou de resgate, nem são cobradas despesas de expediente (envio de extratos de conta, por exemplo).



Fiscalidade


Tal como acontece com os depósitos a prazo e os Certificados de Aforro, os juros dos CTPC estão sujeitos a uma retenção na fonte de 28 por cento. Uma vez que a retenção é feita automaticamente não é necessário incluir estes rendimentos na declaração de IRS.



Montantes e Prazos


Podem ser subscritos nos Correios, como os outros Certificados, ou online (caso já tenha conta no IGCP). O valor nominal é de 1 euro e o mínimo de subscrição são 1000 unidades, ou seja 1000 euros. O máximo que cada titular pode subscrever é de 1 milhão de euros.

O prazo máximo é de 7 anos e os juros são pagos anualmente.

É aberta uma conta no IGCP sendo necessário facultar um NIB, para onde serão creditados os juros a cada ano e o montante no vencimento.








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